Quando não há nada melhor do que viver com quem se ama, do que viver aprendendo, sonhando, experimentando, partilhando e contando histórias...
Thursday, June 7, 2012
Wednesday, June 6, 2012
готовa за ясла :(
Fez-me doer o coração quando ouvi a Pediatra dizer:
"Com tanto vírus que a Maria já teve, está pronta para o jardim de infância!" (enquanto prescrevia antibióticos para uma bronquite, bem forte).
Quando no final do ano passado quis colocar a Maria no Infantário, a Pediatra foi-se ao ar, disse que não recomendava nenhum Infantátio até a idade dos 3 anos, que as crianças ficavam doentes e os mais pequeninos só sofriam na mãos dos mais velhos. Que não, que não..
Se tivesse sido só a Pediatra, mas não, foram todos (amigos e familia) a dizer o mesmo, com excepção de uma ou duas pessoas que amigavelmente concordaram comigo.
Mas eu lá pus a Maria no Infantário e ela adorou (no segundo dia já brincava com todos e alguns deles já pediam aos pais uma irmã como a Maria).
Só que no final da segunda semana a Maria ficou doente.. E ficou doente por mais de dois meses.. Tive que arranjar alguém para ficar em casa com ela, porque aqui os avós não estão ali ou lado e os que estão, estão sempre a trabalhar, sim que aqui trabalha-se quase até morrer..
Assim, a culpa da Maria ter ficado doente foi da Mãe, que queria que a filha convivesse com outras crianças, que aprendesse coisas novas todos os dias e que sobretudo se divertisse..
Ao ouvir a Médica dizer isto, senti-me mal, senti que não sei proteger a minha Filha das intempéries do tempo, das viagens e das brincadeiras.. Fiquei a pensar que só a minha pequenina meio portuguesa, meia búlgara apanha tantos vírus e contipações por aqui... E que tal só se devia à Mãe que vem com as ideias portuguesas na cabeça e que não sabe o que faz, que não ouve ninguém, que a leva para todo o lado, blá, blá, blá..
Senti-me terrivelmente doente porque aquela tosse que ela tem não se vai embora e sinto-me mal porque não sei como a proteger destas coisas, pois se eu pudesse barrava este vírus e os outros, nem que tivesse que levar com eles todos no meu corpinho.
Às vezes pensava que a culpa morria sozinha, agora já sei que morre com as Mães!
"Com tanto vírus que a Maria já teve, está pronta para o jardim de infância!" (enquanto prescrevia antibióticos para uma bronquite, bem forte).
Quando no final do ano passado quis colocar a Maria no Infantário, a Pediatra foi-se ao ar, disse que não recomendava nenhum Infantátio até a idade dos 3 anos, que as crianças ficavam doentes e os mais pequeninos só sofriam na mãos dos mais velhos. Que não, que não..
Se tivesse sido só a Pediatra, mas não, foram todos (amigos e familia) a dizer o mesmo, com excepção de uma ou duas pessoas que amigavelmente concordaram comigo.
Mas eu lá pus a Maria no Infantário e ela adorou (no segundo dia já brincava com todos e alguns deles já pediam aos pais uma irmã como a Maria).
Só que no final da segunda semana a Maria ficou doente.. E ficou doente por mais de dois meses.. Tive que arranjar alguém para ficar em casa com ela, porque aqui os avós não estão ali ou lado e os que estão, estão sempre a trabalhar, sim que aqui trabalha-se quase até morrer..
Assim, a culpa da Maria ter ficado doente foi da Mãe, que queria que a filha convivesse com outras crianças, que aprendesse coisas novas todos os dias e que sobretudo se divertisse..
Ao ouvir a Médica dizer isto, senti-me mal, senti que não sei proteger a minha Filha das intempéries do tempo, das viagens e das brincadeiras.. Fiquei a pensar que só a minha pequenina meio portuguesa, meia búlgara apanha tantos vírus e contipações por aqui... E que tal só se devia à Mãe que vem com as ideias portuguesas na cabeça e que não sabe o que faz, que não ouve ninguém, que a leva para todo o lado, blá, blá, blá..
Senti-me terrivelmente doente porque aquela tosse que ela tem não se vai embora e sinto-me mal porque não sei como a proteger destas coisas, pois se eu pudesse barrava este vírus e os outros, nem que tivesse que levar com eles todos no meu corpinho.
Às vezes pensava que a culpa morria sozinha, agora já sei que morre com as Mães!
Quando não há nada, nada, nada para se fazer..
"Adoro" aqueles momentos em que todos no trabalho parecem extremamente ocupados, com os níveis de concentração lá em cima, muito atarefados, mas em que simplesmente ninguém tem nada para fazer, quando eu digo nada, quero mesmo dizer nada..
Estão todos literalmente a navegar na internet (incluindo eu própria), a deambular no facebook, a fazer a lista das compras, a planear o casamento ou as férias e a controlar o que os outros estão a fazer (nesta última não me incluo, sou uma das que é vigiada)...
Canso-me mais nestes dias do que naqueles em que o trabalho não pára...
Já me queixei, mas ninguém me ouve, porque se me ouvem todos se lixam..
Será que é estupidez minha, querer ter trabalho, querer ter algo para fazer?
Será que são os outros que estão certos? Ou há que aproveitar a calmaria (mesmo que seja constante)?
E porque raio temos que cumprir o horário à risca, senão há trabalho?
Vida mais estúpida!!
Assim canso-me e mudo-me (se ao menos pudesse)..
Estão todos literalmente a navegar na internet (incluindo eu própria), a deambular no facebook, a fazer a lista das compras, a planear o casamento ou as férias e a controlar o que os outros estão a fazer (nesta última não me incluo, sou uma das que é vigiada)...
Canso-me mais nestes dias do que naqueles em que o trabalho não pára...
Já me queixei, mas ninguém me ouve, porque se me ouvem todos se lixam..
Será que é estupidez minha, querer ter trabalho, querer ter algo para fazer?
Será que são os outros que estão certos? Ou há que aproveitar a calmaria (mesmo que seja constante)?
E porque raio temos que cumprir o horário à risca, senão há trabalho?
Vida mais estúpida!!
Assim canso-me e mudo-me (se ao menos pudesse)..
Sunday, May 6, 2012
Mãe, anda, vamos passear!
"Sossegar não é descansar — não é uma consequência do cansaço. Quando Rebelo da Silva, citado por Moraes, que por sua vez cita o dicionário de Freire, diz ‘O coração não sossega, a vida cansa’, ambas as coisas são verdadeiras, mas a associação é enganadora, porque o coração não sossega por causa de a vida cansar. Há cansaços bons. Não. O coração não sossega, porque não tem com que sossegar. (...)Quando aparece um amigo sem avisar, interrompendo tudo o que se tencionava fazer, sossega-se. Quando se está a lutar contra a injustiça e a maldade, com todas as forças que se tem, sossega-se. Quando se acredita em Deus. Isso, sim, é sossegar. Gosto de ‘sossegar’ como verbo transitivo. Sossegar só por si não chega. É mais bonito sossegar alguém. E não é adormecendo ou tranquilizando, em jeito de médico a dar um sedativo, que se sossega uma pessoa. É enchendo-lhe a alma de amor, confiança, alegria, e tudo o mais que é o presente a tornar-se, de repente, futuro. É o futuro que sossega. ‘Amanhã vamos passear’ sossega mais que ‘Não te preocupes’ ou ‘Deixa lá, que eu trato disso’”.
(Texto de Miguel Esteves Cardoso)
(Texto de Miguel Esteves Cardoso)
Saturday, May 5, 2012
Friday, May 4, 2012
Mais um Sonho..
Sempre disse que não podia morrer sem saltar de pára-quedas.
Mas de pará-quedas já saltei e sei que ainda não anseio pela hora da minha morte.
Se é que alguma vez a vou desejar.
Pois com que sonhar?
Sei-o bem!
Não quero partir deste Mundo sem antes presenciar os milagres da aurora boreal.
Um dia hei-de viajar para altas latitudes e descobrir as luzes do norte, hei-de ficar acordada noites e noites se for preciso esperar por uma tempestade geomagnética.
Quero, quero muito ver as luzes a caírem do céu!
Eis o meu novo Sonho!
Quando realizei o primeiro, levei-te comigo, ao segundo levo-te a ti e aos nossos rebentos.
Vêm-me um sorriso aos lábios ao pensar que um dia serão os nossos rebentos a ter sonhos.
(imagem retirada da wikipedia)
Wednesday, May 2, 2012
Quando não apetece..
Quando não apetece nada resolver os assuntos pendentes..
Quando tenho algo em estado pendente é porque não lhe sei o que fazer e não me apetece sequer tocar-lhe ou fazer seja o que for.. Fico eu mesma em estado pendente à espera que uma luz me ilumine.
Eu não gosto nada de deixar algo por resolver indeterminadamente, mas quando isto acontece, porque acontece e ultimamente mais vezes do que as que eu gostava, só posso ser em crer que algo não está bem.
E depois dum daqueles treinos obrigatórios, que nada mais são do que uma bela lavagem cerebral, só posso acreditar que ando a carregar demasiados macacos nas minhas costas.
Eis que fica a história:
Ana, não sei que fazer com este macaco, podes-me ajudar?
Claro!
(e eis que me põem o macaco às costas)
Minutos mais tarde,"Ah, como levas esse macaco, também podes levar este, são idênticos"
(dois macacos às costas)
Um pouco mais tarde, "Toma este macaco" (sem pedir, sem perguntar, sem justificar).
Quando dás por ela tens um atrelado de macacos às costas, já nem tão pouco aguentas o peso, e o poir é que a tua especialidade nem sequer tem nada a ver com macacos, mas sim com peixinhos de aquário.
Apetece nunca mais dizer que sim, mas se dizes que não, não aprendes..
Mas e agora, o que faço?
Quando tenho algo em estado pendente é porque não lhe sei o que fazer e não me apetece sequer tocar-lhe ou fazer seja o que for.. Fico eu mesma em estado pendente à espera que uma luz me ilumine.
Eu não gosto nada de deixar algo por resolver indeterminadamente, mas quando isto acontece, porque acontece e ultimamente mais vezes do que as que eu gostava, só posso ser em crer que algo não está bem.
E depois dum daqueles treinos obrigatórios, que nada mais são do que uma bela lavagem cerebral, só posso acreditar que ando a carregar demasiados macacos nas minhas costas.
Eis que fica a história:
Ana, não sei que fazer com este macaco, podes-me ajudar?
Claro!
(e eis que me põem o macaco às costas)
Minutos mais tarde,"Ah, como levas esse macaco, também podes levar este, são idênticos"
(dois macacos às costas)
Um pouco mais tarde, "Toma este macaco" (sem pedir, sem perguntar, sem justificar).
Quando dás por ela tens um atrelado de macacos às costas, já nem tão pouco aguentas o peso, e o poir é que a tua especialidade nem sequer tem nada a ver com macacos, mas sim com peixinhos de aquário.
Apetece nunca mais dizer que sim, mas se dizes que não, não aprendes..
Mas e agora, o que faço?
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