Wednesday, August 15, 2012

Nariz de Grávida..

No Elevador:

Sinto um cheirinho a perfume verdadeiramente bom e delicioso.

Pergunto às demais pessoas no elevador, se também o sentem.

Ninguém consegue cheirar o tal cheiro de que falo.
Vejo os narizes dos outros acometerem-se numa fúria louca de o sentir, mas nada..

Só eu, o sinto..
Aí invade-me a necessidade, a curiosidade de saber que perfume é..

Ao que pergunto: posso-te cheirar?

Cheirei os pescoços de duas mulheres e um homem, mas nada, aquele cheiro magnífico não era deles que vinha, de quem era, da terceira mulher que me escapou, ou de alguém que havia estado naquele elevador antes mesmo de eu entrar e com quem não me cruzei..

Desde que estou grávida que os cheiros me deixam louca, sinto tudo e mais alguma coisa, ou me fazem sentir bem ou tenho vontade de fugir a sete pés...

Levam-me à loucura, ao ponto de cheirar os outros, ao ponto de correr atrás de um cheiro..

Só posso dizer: perdoem-me, são as hormonas!
( se não o é, é uma desculpa que pelo estado avançado da minha gravidez leva todos a me perdoarem ;) )

Thursday, July 26, 2012

Tuesday, July 24, 2012

Everything will be alright at the end, if it's not alright yet, it's not the end !

The Best Exotic Marigold Hotel - Movie

Excelente sentido de humor!
Actores formidáveis, senão mesmo excepcionais.
Histórias que se cruzam, vidas que não terminam com o passar dos anos, vidas que não esmorecem com a partida/abandono dos outros mas que renascem das cinzas do passado com mais luz..

Vi este filme, por acaso, ninguém mo recomendou, nem sabia que existia até o ter encontrado, mas adorei-o...

Fica aqui o trailer, para aqueles que ficarem curiosos:


E como dizem na India:
Everything will be alright at the end, if it's not alright then it's not the end!
No fim tudo acaba bem, se ainda não está bem então é porque ainda não é o fim! ;)

Thursday, July 19, 2012

Ataque Terrorista no Mar Negro - Bulgária

Ontem à porta do aeroporto de Burgas houve uma bomba que explodiu num autocarro de turistas. Sete pessoas morreram e houve vários feridos.

Estou em choque e triste como é que se uma coisa destas acontece a Mulheres, Homens e Crianças inocentes que vieram aqui passar férias.

Aqui aonde está sempre tudo tão calmo e onde nunca acontece nada.
Onde eu era levada a crer que que andávamos bem longe deste tipo de realidade.

Alguns dos sobreviventes relataram que a seguir a um individuo ter entrado no autocarro houve uma explosão.

Ainda não se sabe ao certo o que aconteceu, mas como as sete vitimas mortais eram de nacionalidade israelita, as autoridades estão em crer que se tratou de um atentado terrorista levado a cabo por um bombista suicida iraniano, na sequência dos atentados que ocorreram na Tailândia, India, Georgia, Kenya e Chipre.

Acho que esta suposição é bem capaz de ser mais do que isso.
Verdade seja dita, andam sempre a matar-se uns aos outros (infelizmente).

Não sou partidária de nenhuma das "causas" aqui em conflito, todos os envolvidos perpetraram demasiadas injustiças para que lhes seja atribuida qualquer tipo de razão, todos a perderam ainda antes dos profetas (intermediários entre a Humanidade e a Divindade) terem nascido.

Não acredito que haja uma única Religião neste Mundo, um único Deus que apele ou concorde com a matança de outro ser humano em prol de uma causa, crença ou objectivo maior.

Por isso sinto que a Humanidade mais uma vez se encontra de Luto!
De luto por aqueles que morreram, inclusivé por aquele que se suicidou.

Somos culpados por todas estas mortes!
Somos culpados pelo ódio que tantos povos sentem pelos judeus/muçulmanos, somos culpados pelo dever que esta gente sente que é seu de retaliar, somos culpados por ninguém se respeitar, somos culpados por não conseguir parar o extremismo que leva a estes ataques suicidas, somos culpados pelos mísseis que cobrem os ares do médio oriente.

Podem pensar que não quero é tomar partido, mas neste caso não é verdade, eu já tomei partido. Tomei-o a favor das pessoas, não das raças, crenças ou blá-blá-blá.

Gostava que de uma vez por todas se parasse com a Matança!
Eis o que eu defendo!

Monday, July 16, 2012

Bulgaria - Aquilo que me assusta!

Há uma coisa que me assusta verdadeiramente na Bulgária, é a chamada "корекция".

Literalmente traduzido significa "correcção" e para nós cá em casa significa o ajuste de contas aplicado pela Central de Aquecimento a seguir ao Inverno terminar, igual a despesa extra pior que o seguro de carro, que despesas farmacêuticas (aqui não comparticipadas), que os impostos sobre os imóveis, ou que as despesas mensais durante o Inverno (que aqui são muitas, um verdadeiro arrombo financeiro).

Em Maio uma equipa de técnicos veio cá a casa para inspeccionarem os contadores, nessa altura estava em casa e delicadamente fazendo passar-me por sonsa perguntei, quanto acha que me vai custar a "корекция" deste ano, ao que o técnico me respondeu, não lhe consigo dizer, peço desculpa, é muito dificil de calcular.

As belas das correcções são do mais imprevisivel que possam imaginar, não há uma lógica por detrás da forma como calculam.

Pagamos um balúrdio durante todo o Inverno, porque com uma criança pequena (em casa, metade do Inverno doente) não nos podémos dar ao "luxo" de ter o aquecimento desligado em casa, isto quando estão menos 22 graus lá fora.

Este ano foi o Inverno mais rigoroso dos últimos 20 anos, ora conseguem perceber o meu medo com a maldita da "корекция", se o ano passado que o Inverno não foi assim tão mau, quando eu recebi a "корекция" benzi-me e pedi perdão pelos meus pecados, imaginem este ano.

Ai Meu Deus, que lá se vão as poupanças para os pneus de Inverno e para as cadeiras da Varanda!

Mas hoje descobri que não estou só neste pânico, neste medo de receber a "корекция", ao que parece hoje vieram distribuir as cartinhas com os valores a pagar, mas o técnico do aquecimento que estava à entrada disse que as havia deixado no quinto andar (o meu).

Ora, tal não é verdade, ninguém sequer tocou à campainha e não temos cá carta nenhuma.

Mas por causa disso, hoje já nos bateram à porta todos os vizinhos do prédio, perguntando se temos uma carta para eles, com aquela cara de "que Deus me ajude e me dê força para mais esta provação". Quando lhes digo que não, ficam preocupados, com medo que algo mais anormal ainda se passe.

Foi assim que percebi que nem os búlgaros percebem como são calculadas as correcções e que têm tanto medo delas quanto eu.

O pior é que aqui nunca houve subsidio de férias, subsidio de natal ou sequer subsidio de "корекции", daí que seja muito dificil poupar para esta conta tão inesperada que todos sabem fatal como o destino.

Os meus colegas que não têem filhos, não têm aquecimento, no Inverno, compram um aquecedor e andam com ele atrás pela casa fora como se fosse um telemóvel, os que têem lixam-se porque não se pode obrigar uma criança a estar quieta, ou a comerem com frio, ou a dormir fora do quartinho deles, ou vesti-los 300 000 peças de roupa para não terem frio (cá em casa então seria choradeira 24 horas, já que a Maria detesta ter roupa em cima).

É assim que preciso de ganhar força para inspeccionar a minha caixa de correio, não vá eu ter as contas de toda a gente por lá.

Só sei que tenho muito, mas muito medo! A ver se não morro de susto!

Thursday, July 12, 2012

Crochet Playground!

Crochet que é Arte! Arte que serve para brincar!
E tudo isto num parque público!





Fotos retiradas de um blog sobre design para "playscapes"

Dá vontade de ser Criança outra vez só para poder experimentar, não dá?

Wednesday, July 11, 2012

Confissão!

Durante a semana em que a Maria esteve com os avós no Mar Negro, acabámos por ir ao Cinema.

A variedade não era muito apelativa, mas como poder ir ao cinema para nós é hoje como uma oportunidade rara, que surge uma vez ao ano, não nos importou. A escolha prendeu-se entre ver tiroteios, monstros, zombies ou bébés e pais. É claro que a escolha por este último foi mais que óbvia (pelo menos para mim, que estou grávida outra vez e que já estava a morrer de saudades da minha doce Maria).

Foi assim que vimos mais uma comédia romântica:
 "What to expect when you're expecting" (O que esperar quando se está à espera").
 Acho que o elenco não é relevante, porque tal como nas novelas portuguesas, os actores em hollywood acabam sempre por ser os mesmos, uma e outra vez.

O filme baseia-se no stress que é a espera do bébé (quer se esteja na fila para adopção, quer se esteja grávida quando se quer, quando não se espera e até quando a coisa acaba por correr mal). O que eu queria destacar é o facto do filme acompanhar pelo menos três gravidezes, bem diferentes umas das outras:

  1. Uma relativamente normal, com uma mulher que mantêm a sua actividade profissional mas que dá cabo da cabeça ao parceiro com os seus altos e baixos de humor (típicos na mulher, mas três vezes mais intenso e frequente quando se está grávida).
  2. Uma outra que sofre para caraças, com vómitos, dores nas costas, com o inchaço, com a flatulência (gases intensos), com a falta de conforto, falta de sexo, com a dificuldade em dormir, com o humor periclitante e com a decepção de não sentir o brilho que esperava um dia sentir quando engravidasse.
  3. E depois a pérola, a terceira que à primeira vez que engravida, engravida de gémeos, que mantêm todas as actividades fisicas que tinha anteriormente, praticando 300 mil desportos, que  não tem dores, que não tem dificuldades em dormir, nem ânsias de nada, que se mantêm linda, poderosa e sexy, cujo parto corre sem dor e angústia como se já tivesse tido vários filhos.

A segunda grávida e a terceira são da mesma família, é claro que eu simpatizei com a segunda, na minha primeira gravidez não tive vómitos e fiz a minha vida normal (com um pouco mais de actividade em determinada área, que soube bem), mas tive dores nas costas, aos 5 meses senti contracções, antes do final da gravidez tive uma semana no hospital por causa da pressão arterial e tive sempre muita dificuldade em dormir bem. Desta vez que ainda só estou no ínicio do quarto mês, a coisa está a ser um pouco mais dificil de levar.

A minha confissão é esta:

No final do filme mostram os casais com os filhos, a segunda grávida finalmente encontra o brilho dela, no filho que acabou de nascer, mas a terceira, aquela a quem corre sempre tudo tão bem (que até chateia) está desesperada com o marido e os dois gémeos que não param de chorar e a quem ela não consegue acalmar.

E eu ri-me e pensei "Deus é justo!".

Eu sei que é mau, que é muito mau ter pensado assim, ficar feliz com a infelicidade dos outros.

Depois de escrito ainda soa pior, não desejo mal a ninguém, mas às vezes chateia, não chateia?

Quando a gente está a sofrer de dores ou de enjoos, ou o nosso filho não dorme, ou fica doente, ou não come, ou faz birras, e vêem aquelas grávidas ou mães dizer "Ai, a minha gravidez foi um espectáculo!, O meu parto não doeu nada, soube-me tão bem!, O meu filho dorme que nem um anjinho!, O meu bébé mama/come que é um prazer, nunca faz birras para nada" ou a melhor "O cócó do meu filho não cheira mal!" (pera aí que já venho, merda é merda, cheira sempre mal, que às vezes até dá vontade de vomitar).

Isto é que chateia, não lhes desejo mal, mas por favor não me chateiem, ou me venham com essa que tudo é lindo e que corre às mil maravilhas.

Prontos confessei, não me julgo boa pessoa, mas não sou santa!
Odeio a inveja como sentimento e não a sinto em relação a estas pessoas, mas acontece que às vezes sabe bem ver o peixe morrer pela boca, quando o peixe dantes nos estava sempre a morder.

Ou será isto uma inveja escondida? Se for tenho que mudar, não é isto que quero que os meus filhos aprendam de mim.